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Como poupar no IRC em 2026: Estratégias para otimizar a carga fiscal das empresas
2026-04-22
Com a entrada em vigor das novas regras do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) em 2026, as empresas passam a dispor de um conjunto mais alargado de instrumentos para reduzir a carga fiscal e otimizar a gestão financeira. Num contexto de maior exigência competitiva, o planeamento fiscal assume um papel determinante na sustentabilidade e crescimento dos negócios.
Uma das principais alterações é a redução da taxa geral de IRC para 19%, a par de um regime mais favorável para as PME, que passam a beneficiar de uma taxa de 15% sobre os primeiros 50 mil euros de matéria coletável. Esta medida permite libertar recursos financeiros, sobretudo nas empresas de menor dimensão, criando margem para reinvestimento.
Para além da redução das taxas, existem benefícios fiscais que continuam a assumir um papel centralna diminuição do imposto a pagar. Entre os mais relevantes destacam-se o SIFIDE (Sistema de Incentivos Fiscais à I&D Empresarial) e o RFAI (Regime Fiscal de Apoio ao Investimento).
O SIFIDE permite às empresas deduzirem ao IRC uma parte significativa das despesas realizadas em investigação e desenvolvimento, podendo atingir deduções muito expressivas em projetos de inovação. Já o RFAI incide sobre investimentos produtivos, permitindo benefícios fiscais associados à aquisição de ativos, expansão da capacidade produtiva ou modernização das operações.
Uma das estratégias mais eficazes passa precisamente por combinar estes dois instrumentos. Ao articular investimentos em inovação com investimento produtivo, as empresas conseguem maximizar o benefício fiscal global, reduzindo de forma significativa o montante de imposto a pagar.
Para além destes regimes, existem outras práticas que podem contribuir para uma gestão fiscal mais eficiente. A antecipação e planeamento de investimentos, a correta classificação de despesas, o aproveitamento de prejuízos fiscais reportáveis e a análise cuidada das tributações autónomas são alguns dos aspetos que podem fazer a diferença no apuramento final do imposto.
Também a capitalização das empresas e o recurso a instrumentos financeiros adequados podem ter impacto indireto na carga fiscal, ao melhorar a estrutura financeira e a capacidade de investimento.
Neste contexto, o acesso ao financiamento continua a ser um fator crítico. Instrumentos como a garantia mútua podem desempenhar um papel relevante ao facilitar o acesso ao crédito para investimentos elegíveis em regimes como o RFAI ou projetos de inovação enquadráveis no SIFIDE. Ao viabilizar estes investimentos, contribuem não só para o crescimento das empresas, mas também para a otimização fiscal associada a esses projetos.
Num ano marcado por alterações relevantes no IRC, as empresas que adotarem uma abordagem estratégica, combinando benefícios fiscais, planeamento e investimento, estarão melhor posicionadas para reduzir a sua carga fiscal e reforçar a sua competitividade no mercado.







