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Empresas portuguesas antecipam ligeira retoma no segundo semestre
2026-08-21
Um inquérito da Associação Empresarial de Portugal revela que 53,9% das empresas preveem um aumento do volume de negócios até ao final do ano, depois de um primeiro semestre marcado por fenómenos climáticos extremos e forte instabilidade internacional.
Depois de um arranque de ano particularmente exigente, o tecido empresarial português encara a segunda metade de 2026 com um sinal de otimismo moderado. É esta a principal conclusão do Inquérito – Perspetivas de Evolução da Atividade Empresarial, promovido pela Associação Empresarial de Portugal (AEP) durante o mês de julho junto de 400 empresários e gestores.
Segundo os resultados divulgados, 53,9% das empresas preveem um aumento do volume de negócios no mercado nacional durante o segundo semestre, com 51,3% a antecipar um crescimento ligeiro e 2,6% um aumento significativo. O valor compara favoravelmente com os 48,7% de empresas que tinham registado crescimento no primeiro semestre. Em sentido inverso, diminui de 25,7% para 20,5% a percentagem de empresas que anteveem uma quebra da atividade.
No mercado internacional, a melhoria das expectativas é mais moderada, com 30,8% das empresas com expectativa de aumentar o volume de negócios no segundo semestre, face aos 25,7% que tinham registado crescimento no primeiro. Ainda assim, mantém-se elevada, em 28,2% , a percentagem das que preveem uma quebra na atividade externa.
A AEP sublinha que a perspetiva mais favorável surge após um primeiro semestre "particularmente difícil", marcado por fenómenos climáticos extremos, como a tempestade Kristin, e por um contexto internacional de forte instabilidade, nomeadamente os impactos associados ao encerramento do Estreito de Ormuz. Apesar da melhoria de expectativas, a burocracia, os custos energéticos e as tensões geopolíticas continuam a figurar entre os principais constrangimentos apontados pelas empresas à sua atividade.
Os resultados traduzem, assim, um tecido empresarial mais resiliente, capaz de acomodar parcialmente os impactos adversos vividos nos primeiros meses do ano, ainda que sob pressões e riscos que continuam a exigir vigilância.







