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Mais 12 meses
Governo prolonga moratórias de crédito às empresas
2026-05-22
O Governo aprovou o prolongamento por mais 12 meses das moratórias de crédito destinadas às empresas afetadas pelas tempestades que atingiram o país no início de 2026. A medida integra o pacote de apoios extraordinários criados para responder aos impactos económicos dos fenómenos climáticos extremos que afetaram sobretudo as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.
Inicialmente previstas por um período de 90 dias, as moratórias vigoram agora até abril de 2027, permitindo às empresas suspender temporariamente o pagamento de capital e juros dos seus empréstimos. O objetivo é reforçar a liquidez das organizações mais afetadas e criar condições para a retoma da atividade económica.
A decisão do Governo visa dar resposta às situações de maior fragilidade financeira resultantes dos prejuízos causados pelas tempestades em empresas, infraestruturas e equipamentos. A medida abrange ainda instituições sociais e famílias afetadas.
O prolongamento das moratórias articula-se com outras iniciativas de apoio, incluindo linhas de crédito, instrumentos de tesouraria e programas de investimento operacionalizados através do Banco Português de Fomento. Destaque para a linha de apoio à tesouraria no valor de 500 milhões de euros, destinada a responder a necessidades imediatas de liquidez e a assegurar a continuidade da atividade empresarial.
Neste contexto, a Garantia Mútua mantém o seu papel central no apoio às empresas das regiões atingidas, facilitando o acesso ao financiamento em condições mais favoráveis e contribuindo para reforçar a capacidade de resposta do tecido empresarial em situações excecionais. Para muitas PME, a combinação entre moratórias, linhas de crédito e garantias públicas é determinante para preservar atividade, investimento e emprego num momento particularmente exigente.
Esta medida reflete também uma consciência crescente dos impactos económicos dos fenómenos climáticos extremos, cuja frequência e intensidade tendem a aumentar. Num cenário de crescente imprevisibilidade, mecanismos de apoio financeiro ágeis e adaptáveis tornam-se cada vez mais essenciais para garantir a resiliência das empresas portuguesas.






